ERP : Tendências

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Se é verdade que a cloud é uma tendência inquestionável nas previsões do futuro dos ERPs, tornando a informação mais útil e acessível para as pessoas, a partir do momento em que esta se instala e generaliza, que outros desenvolvimentos podemos esperar nestes sistemas?  

Antes de falarmos nas novas tendências nos ERPs, é importante contextualizar estes sistemas desde o seu desenvolvimento inicial:

Foi em 1960 que nasceram os primeiros ERPs com o objetivo de controlar stocks e processos básicos das empresas. Na década de 1970, dá-se a primeira grande evolução e surgem os MRP (Material Requirement Planning), possibilitando a programação de processos de produção. Nos anos 90, observa-se um outro marco relevante: a Gartner passa a referir-se oficialmente a estes sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), tal como os conhecemos nos dias de hoje e é a partir desta altura que estes sistemas evoluem da gestão do controlo de chão de fábrica até à gestão de funções administrativas, incluindo contabilidade e recursos humanos, por exemplo.

User Experience, Mobilidade, Business Intelligence & Pessoas

Inicialmente, os sistemas e processos de produção foram desenhados para solucionar problemas ou simplificar ações, sendo o interface do sistema um elemento secundário. Atualmente, as expetativas dos utilizadores são muito mais elevadas. Os colaboradores não desejam trabalhar em sistemas que não respondam em tempo útil, de forma simples e eficaz. Esta exigência resulta inevitavelmente na inovação e extinção de sistemas de ERPs tradicionais. Os sistemas do futuro necessitarão, por exemplo, de responder à colaboração de várias equipas e utilizadores, personalização de painéis e comentários com solicitações ou processos específicos tendo por base o sistema.

Se podemos dizer que a cloud será a nova casa dos ERPs, também poderemos afirmar que os dispositivos móveis serão a sua porta de entrada. Utilizadores de diferentes empresas irão aceder ao sistema através dos seus dispositivos móveis em qualquer lugar. Este deverá ser um requisito básico. A mobilidade irá permitir atingir maior velocidade e eficiência, sem a necessidade de voltar ao escritório para responder a uma solicitação. O crescimento das equipas que trabalham remotamente exigirá que o ERP esteja disponível, acessível e operacional em qualquer lugar e a qualquer hora.

O Business Intelligence irá além da mera compilação de informação e geração de relatórios. As empresas irão procurar ERPs que ofereçam a informação trabalhada, disponível e interpretada de forma a obter uma estratégia mais eficaz. A integração de machine learning e AI é inevitável. Estas tecnologias capacitam os ERPs com análises avançadas e previsões cada vez mais inteligentes que irão responder às elevadas expetativas dos utilizadores.

Embora cada uma das inovações mencionadas sirva de sinal às possíveis alterações que iremos observar, ainda resta um último desafio: as pessoas.

Historicamente, a aceitação das pessoas à adoção de novas tecnologias é lenta e quando se trata de transformação digital radical, a maioria das empresas ainda não está preparada para o que irá surgir. A inovação nos ERPs não pode acontecer de forma isolada uma vez que precisa de ser acompanhada de esforços constantes na gestão da mudança. Abordar as preocupações dos colaboradores será tão importante quanto adotar ou integrar novas tecnologias. Esta realidade poderá afetar ainda mais a evolução dos ERPs. Eles terão que unir as pessoas, como uma rede social.

 

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